Posição
Por que não vendemos
projeto longo
Daria mais dinheiro e seria mais fácil de vender. A razão de não fazer é que projeto longo, nesse tipo de trabalho, costuma entregar menos.

Um contrato de seis meses tem uma característica inconveniente: ele precisa parecer que vale seis meses. E é aí que o trabalho começa a inchar.
O diagnóstico que se justifica sozinho
Quando o prazo é longo, a fase de diagnóstico se estende para preencher o espaço disponível. Entrevista-se mais gente do que o necessário, produz-se um relatório de sessenta páginas e faz-se uma apresentação para a diretoria. Nada disso é entregável: é justificativa de honorário.
Em cinco dias não existe espaço para isso. O único jeito de terminar é ir direto ao ponto — e, na prática, o ponto era pequeno o tempo todo.
A troca de prioridade no meio
Nenhuma operação passa seis meses sem uma crise. Pico de demanda, saída de alguém importante, mudança de sistema. Quando isso acontece, o projeto de documentação é a primeira coisa a ser pausada — e projeto pausado raramente volta com a mesma energia.
Uma semana cabe entre duas urgências. É curto o bastante para atravessar sem ser interrompido.
O documento que nasce velho
Documentar o processo em janeiro e entregar em julho significa entregar a descrição de algo que já mudou. Em empresa que cresce, seis meses são suficientes para trocar sistema, contratar duas pessoas e criar uma exceção nova que ninguém registrou.
A dependência que se instala
Consultor que fica meses dentro da empresa vira parte da operação. Passam a chamá-lo para decidir coisas, ele conhece as exceções melhor que a equipe e, quando o contrato termina, leva embora metade do conhecimento que veio registrar. É o oposto do objetivo.
Quando o projeto longo faz sentido
Quando a empresa precisa documentar quinze processos de uma área inteira para uma certificação com data marcada, ou quando o trabalho envolve reformular o fluxo e não só descrevê-lo. Nesses casos, o formato certo é outro — e dizemos isso na primeira conversa, mesmo perdendo a venda.
Para o caso mais comum, que é "existe uma tarefa que só uma pessoa sabe fazer", cinco dias resolvem.
O que fazemos quando o caso é maior
Sugerimos sprints em série, um por semana, com pausa entre eles. A empresa contrata o primeiro, vê o resultado e decide se quer o segundo. Nenhum compromisso além da semana em curso.
Na prática, boa parte das empresas para no segundo ou terceiro — não porque desistiu, mas porque a equipe aprendeu o formato e passou a documentar sozinha com o modelo em branco. É o melhor desfecho possível.

Comece por uma semana
Se não funcionar, você perdeu cinco dias e nenhum real — a cláusula está no contrato.